3 de agosto de 2013

7 músicas para ouvir com dignidade na hora da fossa (se a essa altura ainda existir dignidade)

Meu tema. Acho que quando penso em quais músicas listar faço também um retrospecto sobre as que já ouvi nesses momentos de dor e de libertação também. Libertação sim! Ouvir canções com teor de fossa em momentos de fossa extrema ajuda na recuperação do corno (Ô. Do entristecido), constatou uma pesquisa que inventei agora ~rere~. Observo essa situação -e muito me observo nela- e vejo que de cada 10 pessoas em fossa ouvindo música, 10 ficaram pior e depois sobreviveram (essa estatística eu também criei, mas ela tem 99% de chances de acerto. Tenho razão). Passa, meu amigo... Mais rápido, com Reginaldo Rossi. Sou da turma do bar, não me nego a fossa. Testei e recomento.
Chore muito em um dia de fossa: chore muito e tudo. Não fuja do choro, da dor de corno. Viva ela intensamente por um dia que amanhã vai raiar outro... de ressaca, mas também de alma lavada!
Viva Odair José, viva!


1. Cuidar de Mim - Seu Jorge




2. Mais que a mim - Ana Carolina e Maria Gadú




3. Pra você dar o nome - 5 a seco



4. Talvez - Grupo Revelação




5. Atrás da Porta - VERSÃO Elis Regina




6. Talvez - Clarice Falcão (PARA MOSTRAR QUE FOSSA TAMBÉM TEM MOMENTOS DE DESCONTRAÇÃO. DÊ RISADA! POUCA, TÁ...)





7. Corazón Partío - Alejandro Sanz TÔ FALANDO DISSO, GENTE!!!!)




2 de agosto de 2013

Outrossins

Olhei para os meus textos antigos. Alguns ainda em blogs que fiz que, parados no tempo, registram a minha escrita desengonçada da época, ainda que me esforçasse para escrever. O que havia nesses textos, que há nos de hoje, era o que me levava a fazê-los: inquietação. Ainda que as palavras fossem inadequadas (que desconhecesse isso e achasse todas elas inquestionavelmente certas), escrevia com vontade. Eu imaginava que escrevendo tinha uma missão ou fazia minha missão a escrita escrevendo, que descobrira isso e que não tinha a esse destino mais escapatória. Tinha que escrever e tenho ainda que fazer isso.
A falta de leitores ou o silêncio desses, se houvesse eles, talvez a timidez ou a inexistência só, depois me trouxe a verdade sobre a minha escrita. Escrevia para mim. A minha missão de escrita  salvava apenas o meu mundo, e isso não era pouco, menos: era tudo. O universo me aparecia em uma vocação, a minha vocação. Como falar que a casa é minha, o filho é meu e ter a essa vocação de escrita mesmo orgulho. Adoração, mais que isso.
Soube, então, nesse dia de verdade em diante, que amava fazer isso, que mesmo que fosse só para mim continuaria a fazer com vontade. Continuo. Com minhas incertezas, com minhas dúvidas, meia-dúzia delas superadas outras mais inquietadas, retomo o blog. Olho para os textos antigos, alguns nessa página até, e os julgo sobre alguma propriedade de que sei muito mais que antes. Acontece que melhorados, ou inacabados ou ruins, são os que fiz até aqui. O melhor de mim no momento que os escrevi. A minha salvação, sempre, em qualquer tempo.

De mim inquieta
Para mim mais quietada
(alguém no meio),
escrevo.

7 de junho de 2012


Bethânia é amor <3 


‎"Quando o amor se hospedou
todo o mal se desfêz
toda dor teve fim
pois quem cuida de mim
É o amor outra vez..."